Madrid é uma capital que funciona ao nível da rua. O Paseo del Prado passa por três dos principais museus do país e vai dar aos jardins de El Retiro. A poucos minutos, a Puerta del Sol, a Plaza Mayor e as ruelas de La Latina são o palco das compras do dia a dia, das idas à escola e das esplanadas ao fim da tarde. A cidade é grande, mas a vida quotidiana acontece em distritos que funcionam como vilas independentes.
É por isso que o distrito onde se vive define quase tudo. O Barrio de Salamanca e Chamberí são os distritos com o traçado em grelha do século XIX, formais e caros. Chamartín estende-se para norte ao longo da Castellana, entre edifícios de escritórios e o Bernabéu. O Centro é a cidade antiga, densa e ruidosa. Arganzuela tem o rio e o Matadero, Moncloa tem a universidade e a Casa de Campo, e os distritos do sul e leste trocam o prestígio por mais espaço, casas mais recentes e um lugar para estacionar. Para lá da cidade começa a serra, e o Metro chega a quase todo o lado.
O que se ganha é o mercado de trabalho mais dinâmico de Espanha, o maior aeroporto do país e uma oferta cultural que nenhuma outra cidade espanhola consegue igualar. O que se aceita em troca é o custo de vida no centro, verões que esvaziam as ruas a partir da tarde, invernos mais frios do que a maioria dos compradores estrangeiros espera e a ausência total de mar.